Passados pouco mais de três meses desde a inclusão de cerca de 70 procedimentos no rol de operações dos planos de saúde, a ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) já discute com as operadoras a revisão dessas coberturas, prevista para ocorrer em 2012. A ideia é ampliar o número de serviços, mas a principal ação que deverá ser implementada e foco das discussões da agência é para que em dois anos as empresas passem a oferecer assistência farmacêutica, à semelhança dos SUS (Sistema Único de Saúde), que fornece medicamentos a pacientes que utilizam postos e hospitais públicos. A informação foi divulgada ontem na 40ª Convenção Nacional Unimed, que ocorre em Goiânia até hoje.
O argumento utilizado pela ANS para a possível inclusão deste procedimento, de acordo com o diretor-presidente da agência, Mauricio Ceschin, é que aproximadamente 80% dos clientes de planos de saúde não conseguem completar o tratamento prescrito pelos médicos por não terem condições de arcar com as despesas de medicamentos.